quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O futebol e o poder de sociabilização - Parte 4

Brasileiro adora uma festa. E o que é o futebol senão uma grande festa?

Gosta tanto que chega a defender com uma certa raiva, quando é criticado pelo seu direito de se divertir. Muitos acham que diversão é muito mais importante do que qualidade de vida. Vide as antenas parabólicas nas janelas dos barracos que estão prestes a desabar.

E esse é outro fator que faz o futebol ser o esporte mais popular do país: ele sempre acaba em festa. Pessoas gritando, vuvuzelas, musicas bregas, bebedeira, uma loucura! Fim de jogo e ainda mais em fins de campeonatos, faz-se uma noitada extra fora de hora para poder levar a população à loucura. Literalmente falando.

Em copas então? Imagine uma monstruosa festa ocorrida no amplo território brasileiro, com mais de 100 milhões de convidados: esse é o fascínio oferecido pelas copas, pois quem gosta de festas gosta ainda mais durante as copas, pois se sente incluído na gigantesca festa na Terra-Brasilis.

Coincidentemente, as pessoas que mais gostam de futebol são aquelas que mais gostam de festas e tem a vida social mais intensa, com grande quantidade de amigos e extrema facilidade de conquistar alguém do sexo oposto. Tudo isso se relaciona e ajuda bastante a entender o fanatismo do futebol e a mania de não-futeboleiros assíduos de se tornarem futeboleiros de ocasião, em épocas de copa. Ninguém quer ficar de fora da grande festa, ainda mais quem já tem o hábito de fazer suas loucuras nos finais de semana.

E com isso, a cada ano, torcedores vibram pelos seus times no brasileirão, mas não pelo jogo em si: e sim pelo fato de que se o time favorito de um grupo de pessoas vencer, os torcedores já sabem que também ganharão um prêmio: uma tremenda festa de arromba.

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