quarta-feira, 22 de junho de 2016

As derrotas da "seleção" e o vindouro desinteresse pelo futebol

Semana passada, a "seleção" sofreu mais uma derrota ao ser eliminado da Copa América. Apesar de não tão importante quanto a Copa do Mundo, serviu de vez para mostrar que o mito de "melhor futebol do mundo" está prestes a desmoronar, após ter sofrido ruínas com a derrota inacreditável na copa passada.

As sucessivas derrotas, somadas a atitude de menininho irresponsável de maior ídolo atual, Neymar, tem feito torcedores se desinteressarem pelo futebol dos amarelos, canalizando o prazer futebolístico para os times locais.

Especialistas já começam a admitir a possibilidade da próxima copa ser a primeira se a "seleção" doa amarelos, já que ela é a única a a estar - até agora - em todas as copas. Mas como o Brasil é o país do jeitinho e futebol atrai muito dinheiro e favorece a venda de muitos produtos, patrocinadores poderão subornar adversários para perderem e garantirem a vaga para os brasileiros. 

Foi assim em 2002, uma copa ganha com sujeira e desonestidade que começou com a estranha desistência do Chile nas eliminatórias e terminou no penta que favoreceu a ultra criticada copa brasileira que agravou a situação brasileira diante da crise mundial.

Ao menos que os patrocinadores entendam que o auge do futebol no Brasil caminha para um fim, fazendo despertar o interesse popular por outras modalidades esportivas e outras formas de lazer. 

Quem leu os livros que denunciam a corrupção no futebol sabe muito bem que a fama dos brasileiros serem "melhor futebol do mundo" coincide muito com a influência de cartolas brasileiros poderosos como João Havelange e Ricardo Teixeira, além da ótima relação entre a cupula da CBF com a cúpula da FIFA. Sem os cartolas, o futebol brasileiro não passa de uma brincadeira de várzea. 

É infantil ignorar que o glamour do futebol se deve a cartolas e patrocinadores. Essa campanha de "devolver o futebol ao povo" é mais do que ingênua. Sem esses cartolas e sem patrocínio das gananciosas empresas que controlam a economia e a política no Brasil, não dá para ter pompa e nem para atrair a atenção quase unânime de gente pouco afeita a futebol, mas que adere graças a necessidade de sociabilização. É triste ficar de fora de algo com adesão tão massiva. 

Os cartolas e patrocinadores sabem disso e se eles ignorarem a fora das redes sociais onde o intenso fanatismo pelo futebol, um lazer supérfluo, é solenemente criticado, arrumarão um jeito de fazer a "seleção" ir a próxima copa. Até que um outro vexame venha de vez matar o falso mito de brilhantismo no futebol, algo que só existiu e existe graças a ganância de cartolas corruptos e de patrocinadores intrometidos.

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