quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

A incurável mediocrização do povo brasileiro

O Brasil é o pior lugar para viver uma pessoa que deseja se evoluir. O senso comum e a opinião pública age de forma bastante racional, defendendo hábitos inúteis, cultuando supérfluos, condenando a intelectualidade e estimulando a inércia. Esforço, só se for para ganhar dinheiro.

A mediocrização mental do povo brasileiro está bem epidêmica, se espalhando feito uma virose contagiosa. Todo mundo faz questão de ser medíocre e mesmo os que tentam escapar da mediocridade em alguns setores, mantém-se na mediocridade em outros setores.

Ser medíocre é instintivo. O ser humano não é inclinado ao esforço. Ser medíocre é agir como se as coisas fossem como deveriam ser. É acreditar que a realdade não possa ser mudada e em vez de tentar mudá-la, é mais conveniente fugir dela. E meios de fuga é o que não falta: drogas lícitas e ilícitas, religiões, futebol, televisão, viagens, musicas cretinas, modismos tolos, redes sociais, etc. Fugir de uma realidade que poderíamos, mas não queremos mudar é a palavra de ordem. E aí de quem não seguir esta regra.

O Brasil está aos poucos retomando valores retrógrados. Muitos de nossos hábitos não mudaram há mais de 100 anos. Nos livramos do que havia de bom em nossa sociedade, mas mantemos o que sempre houve de ruim. A lógica diz que piorar as coisas é sempre mais fácil do que melhorar.

A preguiça intelectual estimulada pela mídia e pelos costumes sociais tem sido a grande responsável por esse grave retrocesso. Mesmo que tente raciocinar, o brasileiro raciocina errado. Errado porque ao tentar pensar, não se livra de suas convicções pessoais, resultando numa teimosia que emperra qualquer busca por alternativas.

Não sei o que acontecerá com o país. Talvez cheguemos a uma piora gigantesca. A crise está aí. Quiseram, como nos acostumamos a fazer, colocar um supérfluo (o futebol) acima de todas as necessidades (como crianças que priorizam brincadeiras ao invés do estudo) e deu nisso. Estamos cada vez mais perdidos no meio desse tiroteio moral e se não abandonar os nossas convicções, mudando hábitos, gostos e ideias, vamos voltar aos "bons" tempos da Velha República. Colecionando preconceitos e injustiças que perpetuarão os problemas cotidianos de nossa sociedade.

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