quarta-feira, 28 de março de 2018

Sem brasileiros, Fórmula 1 se torna cada vez mais impopular. E mídia aos poucos quer se livrar da modalidade

Nos últimos anos, a categoria Fórmula 1 da corrida automobilística, tem sido cada vez menos divulgada. Enquanto a mídia enfiou na cabeça de todos que futebol é coisa de brasileiro (se nasceu ou vive no Brasil, todos tem o deve "cívico" de gostar de futebol), a Fórmula 1 passou a ser uma exclusividade de quem gosta de ver carros correndo. Eu gosto de Fórmula 1 mas o desprezo midiático tem me evitado de acompanhar com regularidade.

A Fórmula 1 é considerada a mais popular categoria de corrida automobilística. Mesmo assim, sua popularidade é ínfima. Duas razões contribuem com a sua impopularidade: o desinteresse geral das pessoas pelos meios de transporte e a origem sócio-econômica dos praticantes. O futebol, por ter maioria de ex-pobres praticando atrai uma multidão de hipócritas que acha que gostar de futebol é fazer caridade com os pobres. Não faz sentido, mas ajuda na colossal popularidade do futebol.

Graças ao desprezo midiático - a Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão da F1, dá sinais de que deseja se livrar da modalidade e dedicar exclusivamente ao famigerado futebol - a modalidade tem tudo para se tornar ainda mais impopular no Brasil. Principalmente pelo fato de não ter representantes brasileiros na temporada de 2018, o que para mim soou proposital, justamente para estimular o desinteresse pela corrida automobilística.

Parece que a iniciativa tem o objetivo de fazer os brasileiros focarem o futebol, que é comprovadamente a maior zona de conforto do brasileiro, transformada em dever "cívico" e obrigação social - quem não gosta é "punido" com a solidão - para desviar os brasileiros da triste realidade imposta pelo golpe. 

Nada como uma vitória no futebol para esquecermos que não ha mais empregos nem soberania. Seu Emílio sabia muito bem disso e Temer já prepara para segurar o caneco que ficará na CBF, mas mãos dos cartolas corruptos e não nas mãos da população manifestoche que sonha com Neymar na presidência da República. Se é para botar ex-pobre na presidência, para muitos, melhor o Neymar que o sindicalista de nove dedos e língua presa.

A Fórmula 1 que se contente com a mísera quantidade de fãs brasileiros, que deverão torcer ou por equipes, ou por algum corredor estrangeiro que pareça simpático. Torcerei pelo alemão Sebastian Vettel, que tem se mostrado mais valente e criativo em suas atuações nas corridas. Pelo que pude saber, ele venceu a primeira corrida desta temporada. Bom começo.

Infelizmente, sei que é triste viver em um país que só gosta de um esporte só, recusando a sua natural vocação para a diversidade.

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