quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Para líder do PCO, quem torce contra a "seleção" é "fascista"

Eu sou esquerdista, mas tenho que reconhecer que a esquerda comete muitos erros. Um dos erros é tratar o entretenimento de forma capitalista. Para esquerdistas, se o Capitalismo é nocivo à política e a economia, ele é benéfico para o lazer e atividades mais supérfluas. Por isso que música comercial e esportes corrompidos como o futebol são tão valorizados pelos esquerdistas.

Rui Pimenta, principal liderança do Partido da Causa Operária PCO), tem feito excelentes análises sobre os bastidores da política. Fala coisas que outros esquerdistas não te a coragem de dizer. Há momentos que demonstra autocrítica. Mas num momento, deu uma pequena escorregada que soa como um preconceito contra quem não curte futebol.

Na hora de descrever os fascistas brasileiros, chegou a enfatizar que este torcem contra a "seleção" em épocas de copa, dando a entender que torcer contra o Brasil no futebol é coisa de fascista. Quanto a isso, é preciso esclarecer algumas coisas.

Primeiro, futebol é só lazer, embora tratado pela opinião pública como dever cívico (o comentário de Pimenta deixou isso subentendido). Eu sou anti-fascista e tenho o direito de torcer contra a "seleção" por que detesto essa mania de transformar o futebol em dever cívico. 

Não conheço lei oficial que me obrigue a gostar de futebol. Nem mesmo a transformação do gosto pelo futebol em regra de etiqueta social me faz sentir obrigado. Considerar fascismo não gostar de futebol foi uma declaração mais do que equivocada e até preconceituosa e autoritária. 

Segundo, Pimenta se esqueceu que os fascistas adoram futebol, torcem para a "seleção" e a confundem com o próprio país a ponto de usarem camisetas da CBF em seus protestos, várias com o nome de Neymar, direitista convicto e fã de Aécio Neves. Pimenta deveria saber que, pelo contrário, fascistas adoram futebol e torcem para que o Brasil seja o melhor na bola para que se ferre em outros setores.

Pimenta, você normalmente é sensato. mas por poucos segundos sua sensatez foi por água abaixo na tentativa de defender como "civismo" um mero hobby, uma brincadeira que você tem o direito de gostar, mas não tem o direito de impor aos outros. 

Isso lembra o que foi publicado meses atrás quando um esquerdista, que não me lembro qual é, acusou de fascistas quem exige a melhoria da qualidade cultural. Outra declaração insensata e preconceituosa que contribui para a mesmice no lazer do povo brasileiro.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

A mesma mídia que deu o golpe político exige que você curta futebol

Ou as esquerdas não sabem disso ou fingem não saber. Defensoras do fanatismo futebolístico e praticantes do proselitismo do futebol, esquerdistas tratam a modalidade como se nada tivesse a ver com Capitalismo e alienação, como se não fosse utilizada para manobrar as massas. Os esquerdistas são ingênuos, pois defendem o mais capitalista dos esportes: o futebol.

São muitas as oportunidades que tenho de ver esquerdistas fazendo proselitismo futebolístico. Nada contra o hobby, mas o problema e que para eles o futebol não é tratado como um hobby e sim como motivo de orgulho, como se fosse fonte de dignidade, algo muito acima de uma mera opção de lazer.

Há textos surreais em sites de esquerda tratando a corrupta politicagem que os cartolas fazem como se nada tivesse a ver com os clubes geridos. Fica aquela impressão alucinada de que os clubes pertencem ao povo (os torcedores) e que toda a magia do futebol aconteceria se os mesmos não fossem controlados pelos cartolas que lhes enchem de dinheiro.

Imagine se os clubes de futebol largassem mídia e cartolas e fossem controlados exclusivamente pelos torcedores. Obviamente a magia do futebol iria desaparecer. O chamado futebol profissional iria se reduzir a joguinhos de várzea, eliminando o glamour postiço que consegue convencer os brasileiros mais ricos a se interessarem pela modalidade esportiva mais popular do país.

Sem a cartolagem, o futebol voltaria a ser uma modalidade sem graça. Os jogadores de futebol, hoje altamente hiper-estimados como pseudo-heróis, muitos de origem humilde, voltariam a ser feios e desprezados - burros já são, mesmo com riqueza -  e aos poucos os brasileiros perderiam o interesse pela modalidade. Embora ninguém admita, a magia do futebol não está no esporte em si, mas no festival de enxertos que a mídia e o senso comum embutiu no mesmo.

A mídia é grande responsável pelo monopólio do futebol. Como ganha muito dinheiro com a modalidade (dizem que é a única forma garantida de lucrar grandes quantias de dinheiro para a mídia) os meios de comunicação fazem uma propaganda quase autoritária em prol do futebol, a ponto de forjar uma unanimidade que não existe, transformando os torcedores em cães de guarda para impor o gosto aos outros, dando origem a uma rede de preconceitos.

Os políticos, sobretudo os de direita, adoram o futebol. Não apenas como forma de diversão, mas como instrumento garantido de manipulação. Brasileiros costumam tratar futebol como prioridade, largando qualquer coisa em prol da modalidade. Tem o hábito de colocar futebol até em assuntos alheios, mesmo que seja como metáfora. Muitas das gírias (galera, show de bola, na trave, etc.) usadas em várias situações veem no futebol. 

Como vê, futebol imobiliza e não adianta inventar que futebol não aliena. Aliena sim, ao não ser que haja o limite que impeça que o futebol seja visto como algo além de uma reles forma de diversão. Para que não haja alienação futebolística é preciso que o futebol não seja levado a sério. O Brasil, vitorioso em muitos campeonatos de futebol, nunca se beneficiou com este fato, que serve mais para nos isolar da realidade. 

A esquerda, que tem cometido muitos erros, que favoreceram este golpe sujo que vai eliminar direitos importantes da sociedade, comete mais este ao de tratar ingenuamente o futebol como parte de seu ativismo social. Os cartolas corruptos, que também são direitistas, agradecem a este grande favor prestado pelos esquerdistas. Resultado no Brasil: Futebol 10 x Humanidade 0.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

A demissão de José Trajano e o que isso significa

Eu não sou muito ligado em ver esporte (praticar é sempre muito melhor do que ver). Gosto apenas de ver alguns, mas sem fanatismo. Não interrompo atividades importantes para assistir a partidas esportivas. 

Não colocar esporte acima de outras coisas é uma heresia em uma sociedade como a brasileira que diviniza o esporte e não consegue enxergar o lado ruim por trás dela (que infelizmente é real). Mas como entretenimento, o esporte consegue cumprir a sua função e para quem curte é um ótimo meio de passar as horas que não se tem algo importante a fazer.

Às vezes assistia ao ESPN mais pela qualidade de seus programas do que pelo esporte em si. Boa parte da qualidade do canal é de responsabilidade de José Trajano, um dos melhores jornalistas esportivos que existiram no país (esqueçam o Galvão: ele não é jornalista, é um torcedor fantasiado; um cheerleader! Só a Globo gosta dele). 

Trajano foi fundador da filial brasileira do ESPN e executivo do canal. O ESPN era, pelo menos na era Trajano, o único canal esportivo brasileiro que não era ligado a cartolagem ("cartola" é gíria para empresário esportivo no Brasil) e também o único a não tratar o futebol como "dever cívico".

O futebol como "dever cívico" é um estereótipo ainda bastante arraigado em nosso país e que transforma o futebol em uma obrigação social, marginalizando as pessoas que como eu , não curtem a modalidade esportiva mais popular do país. Ah, até o respeito ao não-torcedores o ESPN tinha, por reconhecer a diversidade esportiva e reconhecer também que o futebol não passa de uma mera forma de diversão, sadia, válida, mas não obrigatória.

A demissão de José Trajano

Mas de qualquer modo sempre admirei a figura de Trajano, com seus comentários sensatos e seu talento de apresentador de programas. Mas com o tempo pude admirá-lo ainda mais por causa de seu humanismo e de sua responsabilidade social de se assumir ideologicamente progressista, algo que em dias temerosos não é algo muito bem visto.

Pois infelizmente, José Trajano foi demitido do canal que ajudou a fundar. Mal comparando, seria como se o anfitrião fosse expulso da própria festa e ela continuasse depois. o canal perde não somente um dos melhores jornalistas esportivos do país como também o grande responsável pela qualidade do ESPN, que poderá cair sem a influência do jornalista recém demitido.

Mas porque estou falando disso em um blog sobre Administração? É porque a demissão foi justificada de duas formas: uma publicamente, outra nos bastidores.

- A  justificativa pública: "contensão de despesas". Visando a crise e a redução de funções por causa da evolução tecnológica, acharam melhor cortar profissionais do quadro. Curioso que empresários só sabem resolver crises com demissões - ao meu ver, uma atitude típica de administrador incompetente e/ou ganancioso. Mais curioso ainda é ver Trajano, experiente e talentoso sendo colocado na lista de demissões.

- A justificativa dada nos bastidores: "Trajano não deveria assumir sua postura política pois ele estaria representando a ESPN diante do público". A empresa, ao dizer isso, demonstra incapacidade de separar o profissional Jose Trajano do cidadão José Trajano. 

O profissional José Trajano fala de esporte e sobre coisas relacionadas sobre esporte. Quando falava sobre política, já não era mais o jornalista e sim o cidadão, pagador de impostos e ser humanista, preocupado com as causas sociais, que tinha o direito de assumir sua postura e utilizar a sua fama para estimular o surgimento de um mundo mais justo. 

Responsabilidade Social

A empresa ESPN não deveria ficar se preocupando com a postura política de Trajano, pois ela nunca prejudicou o canal. Pelo contrário, atraia a audiência de torcedores de posição política esquerdista, já que os outros canais esportivos assumem uma postura bem conservadora, de orientação política direitista. 

A ESPN poderia se beneficiar com isso e oferecer um diferencial para um público que é carente de uma mídia esportiva mais objetiva e menos sectária. Assumindo uma liberdade ideológica ao permitir esquerdistas em seu quadro de jornalistas, transmite simpatia e humanidade, além de aumentar a credibilidade, pois sabemos que faz parte da mentalidade direitista querer trapacear. O golpe instaurado no Brasil não me deixa mentir sobre isso.

Mas Trajano foi demitido, e agora é olhar para a frente. Não considero isso como uma derrota. pelo contrário. Trajano é um profissional consagrado, de qualidade comprovada e com grande número de admiradores. Seu senso de humanismo só aumentou ainda mais a quantidade de admiradores (eu sou um).  

Com a mais absoluta certeza, não faltarão instituições jornalisticas dispostas a contratar Trajano para seus quadros. Afinal é de um jornalista como Trajano que o esporte precisa e a sua responsabilidade social é um exemplo para todos nós. 

Afinal responsabilidade social não é dar uma bolinha para um pobre jogar. É criar meios para que a pobreza nunca exista, para que a renda seja melhor distribuída e que todos os seres humanos possam caminhar dignamente com os próprios pés. Trajano sabe disso, mas pelo jeito os empresários da ESPN não sabem. Se sabem, gostariam de não saber.

(A ser publicado amanhã no meu site Reflexões Administrativas)

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

A flexibilização da Educação Física e a divinização do esporte

O governo Temer anunciou mudanças drásticas no ensino médio, com o objetivo de dificultar o desenvolvimento do senso crítico, favorecendo a transformação de jovens em adultos obedientes e alienados em relação a realidade em que vivem. Dentre as medidas foi a transformação das disciplinas Artes e Educação Física em facultativas.

Obviamente que setores especializados em Educação rejeitaram a medida, por entender que as disciplinas são essenciais para o desenvolvimento pessoal dos alunos. Mas a preocupação maior foi com a Educação Física. Como é assunto temático deste blogue, vamos nos concentrar na Educação Física.

É meio controverso falar da importância da Educação Física. Primeiro, que ela raramente é lecionada, se limitando a uma chamada seguida de uma divisão dos alunos em equipe, que são dispensados para jogar (futebol para homens e vôlei/handebol para meninas), enquanto o professor ou vai embora ou fica assistindo sem avaliar. É na verdade uma recreação.

Outra coisa é que a Educação Física, na verdade nada educa. Esquerdistas de mente atrofiada costumam dizer que esporte é uma forma completa de educação, ignorando seus verdadeiros aspectos. 

Para começar, o esporte é uma atividade física que envolve competição. Basicamente é só isso. Os valores ligados a inteligência e altruísmo embutidos no esporte são postiços, não fazem parte da atividade esportiva. O esporte consegue cumprir a sua função sem a existência de inteligência e de senso de altruísmo. Uma grande prova disso é a grande quantidade de atletas alienados e egoístas existentes no Brasil.

Na verdade, há um dogma não-religioso que diviniza o esporte. Quase nunca se fala do lado negativo do esporte (autoritarismo de treinadores, estimulo ao egoísmo através da competitividade, imposição de padrões estéticos, a ocupação esportiva para desviar atletas da conscientização sócio-política, etc.), como se somente coisas boas existissem no esporte. 

A divinização do esporte é bem arraigada na sociedade brasileira a ponto dela enxergar na atividade esportiva algo que poderia ser utilizado como substituto da educação. É um perigo, pois mesmo na melhor das hipóteses, há muitos aspectos indispensáveis para a formação da personalidade humana que estão ausentes no esporte. Fora os problemas que eu citei, frequentemente ignorados em tese, mas muito observados na prática.

Por isso que a flexibilização (a desobrigação) da Educação Física incomodou muita gente. Para mim, isso não seria problema, pois a disciplina em sua prática já é uma enganação, salvo exceções. É onde a máxima "professores que fingem que ensinam e alunos que fingem que aprendem" é frequentemente mais praticada. 

Liberar alunos para ficarem competindo entre si por conta própria não me parece a melhor forma de educar mentes jovens, que entrarão no mercado de trabalho achando justo esticar a perna para outros caírem. Instintivamente, todos acham que concorrentes foram feitos para perder. Este pensamento precisava ser urgentemente contestado.

Se a Educação Física fosse encarada a sério, teríamos nela uma parte teórica com noções de biologia humana, saúde, prontos socorros e por incrível que pareça, noções de Física (que ajudariam a calcular as distâncias necessárias para arremessos bem sucedidos), coisas que fazem parte da atividade esportiva, mas frequentemente ignorados por quem endeusa a atividade esportiva. 

Se o esporte não desenvolve o intelecto,pelo menos deveria nos ensinar como funciona o corpo humano e como faríamos para obter o melhor desempenho nestas atividades. Perda de tempo querer usar o esporte para formar cidadãos. Isso é missão entregue a Filosofia, a Sociologia e a História, que tem mais condições de trabalhar a consciência humana de forma mais eficaz.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Juca Kfoury usa metáfora do futebol para explicar reforma trabalhista de Temer


Os coxinhas que usaram a camiseta da CBF que não são ricos não sabem o que lhes esperam. Com esta insanidade chamada "anti-comunismo", desejaram trocar uma gestão que governava para o povo por outro que só governa para empresários. É isso que o povo quer?

Como nos dois lados, muitos gostam de futebol, esquerdistas e direitistas, o locutor Juca Kfoury lançou mão da modalidade esportiva para explicar o que acontecerá com o trabalhador após as reformas trabalhistas feitas para favorecer a ganância capitalistas. Pelo menos através do futebol ficou fácil entender que quem não for rico, vai se dar muito mal.

Com Lula e Dilma, éramos felizes, e não sabiamos. Com o Temeroso e sua equipe de corruptos a serviço de capitalistas gananciosos, será empresariado 1000 X Trabalhador ZERO.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

O Brasil não é um país. É um estadio de futebol. Ame o futebol, ou deixe-o


Triste é o povo que confunde nação com uma brincadeira. Uma brincadeira tão útil para a dignidade humana quanto um reles jogo de Amarelinha. Mas para muitos o jogo da camisa amarela é superior à Amarelinha. Para uma grande fatia da população, futebol traz dignidade sim.

Não sei de onde tiraram essa ideia de que futebol traz dignidade. O futebol, além de ser mera forma de lazer, é das mais simplórias. É até sensato que algo tão simplório seja a diversão favorita de um povo tradicionalmente simplório. Não há nada de genial, brilhante e mágico no futebol em si. Boa parte da "magia" é prótese embutida pela mídia e consagrada pelo senso comum.

Vejam só: 11 caras vestidos com a mesma camisa correndo atrás de uma bola para chutá-la a uma rede. Ao chutá-la, uma multidão sentada em cardeiras começa a berrar histericamente. O que há de mágico nisso? Berrar traz dignidade? Se me dissessem que o futebol seria uma forma de desabafo, eu acreditaria.

Mas o futebol não somente é sinônimo de dignidade para muitos como é considerado símbolo pátrio, um dever cívico-social inadiável e irrefutável. Não raramente considerado como substituto da qualidade de vida. Falta comida, casa, dignidade, mas se "meu time" ou a "seleção" vencerem, eu sou feliz, eu vivo bem. É este o pensamento dos que confundem futebol com pátria.

É triste ver que uma nação quase inteira considera prioridade as conquistas em um campeonato muito menos importante que uma gincana. Pelo menos na gincana, há a oportunidade de integração social legítima entre os participantes e público, algo que e bastante hipócrita em copas do mundo de futebol.

Considerada prioridade número 1 dos brasileiros, tudo será feito de honesto e também de desonesto para que a "seleção" não deixe de ir a próxima copa. Por ser interesse maior, senão único do povo tupiniquim, é uma excelente fonte de renda para empresários e políticos e uma excelente alavanca de manobra do povo que costuma ficar mais alienado em épocas de copa.

E o povo, em épocas de copa, acaba priorizando um supérfluo, vivendo e pensando em torno dele. Torcedores ficam muito mais interessados na vitória de 11 analfabetos enriquecidos do que com a quantidade de nutrientes que consegue se alimentar diariamente em sua vida cotidiana. A morte é certa, mas uma morte feliz com a alegria supérflua de uma vitória no futebol.

Para muitos foi ótimo ver neste ano o Dia da Pátria ter caído em dia de futebol. Nosso país não passa de um estádio de futebol muito mal construído. O país vai mal, o povo vai mal, estamos numa ditadura, mas se o "deus" Neymar conseguir alimentar nossas tolas ilusões, estaremos felizes. nem que seja de mentirinha. A realidade que recusamos melhorar já não nos interessa mais.

Vini Jr, Racismo e a hipocrisia da Classe Média brasileira

O assunto desta segunda feira com certeza foi o inaceitável caso de racismo sofrido pelo jogador Vinicius Júnior, o Vini, durante um jogo de...