quarta-feira, 18 de abril de 2018

Otimismo progressista ressuscita fanatismo idiota pelo Futebol

O fato da copa de 2014 ter acontecido no Brasil gerou uma irritação que fez com que muita gente criticasse o secular fanatismo pelo futebol. Parecia que a população estava se conscientizando e se livrando da maior de suas zonas de conforto. 

O tempo mostrou que eu estava enganado, pois as críticas eram na verdade direcionadas pelas obras desnecessárias feitas na ocasião. As criticas ao fanatismo futebolístico era somente um desabafo complementar. O futebol ainda está longe de deixar de ser prioridade dos brasileiros e os protestos forjados com camiseta da CBF (confundida com símbolo cívico) comprovaram isto.

A derrota da "seleção" em sua própria casa, uma derrota humilhante como não havia na história da equipe de futebol, serviu para atiçar o ódio nacional de quem sempre acreditou na ilusão de que a vitória no futebol traria dignidade, prosperidade e concórdia aos brasileiros. Direitistas trataram logo de culpar Dilma pela derrota. Esquerdistas estão chorando pelo "7x1" até hoje.

Mas 2018 está sendo diferente. Não serão os brasileiros que pagarão por obras pela copa. O que faz com que o infantil gosto pelo futebol recupere a sua plenitude. Tudo às mil maravilhas. Quem não gosta de futebol que se vire para fugir dos barulhos ensurdecedores de torcidas ensandecidas na vizinhança. Ou que fique nas redes sociais reclamando do fanatismo em prol de uma diversão inútil travestida de "dever cívico.

Mas do lado pró-futebol, é só o paraíso. As esquerdas esquecerão  fato de Neymar ser um tucano golpista para tratá-lo como um "gente boa" que é ao mesmo tempo "gol" e "pista" (de dança - Neymar é um farrista assíduo). Como se de uma hora para outra Neymar virasse esquerdista. Afinal em campo, o arroz de festa estará "lutando pelo país" numa guerra de mentirinha.

A direita estará sempre curtindo o futebol, usando o momento dos 90 minutos de jogo para fazer as pazes com os esquerdistas, pois na ocasião, estarão todos com os mesmos ídolos, a mesma paixão. Lula e Aécio juntinhos como siameses, vestindo a mesma camiseta da CBF. Enfim o futebol unindo a nação sob falsa concórdia. Os brasileiros que não curtem futebol que se danem.

Isso porque a copa deste ano não será no Brasil. Isso porque a copa deste ano não exigirá gasto financeiro extra. E os esquerdistas deverão estar felizes com a possibilidade de ver Michel Temer segurar a taça, quando o tão sonhado hexacampeonato for conquistado. Igualzinho aos otários que sorriram ao ver o temido Garrastazu segurar a taça com um raro sorrido na face. Enquanto o país do mundo real afundava...

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Filho de Perrella vira diretor da CBF. As esquerdas continuarão torcendo pela "seleção"?

Parece ironia. Na mesma semana em que Lula - que adora futebol, é corintiano assumido e veste a famigerada camiseta amarela nas épocas de copa - foi preso, o filho de Zezé Perrella, Gustavo Perrella, se torna um dos diretores da CBF. 

Bom lembrar que Perrella, o pai, é braço direito de Aécio e que a família é dona de um helicóptero que transportava cocaína. A (in)justiça brasileira sempre fez vista grossa diante dos erros de Aécio e de sua turma, ocupada em derrotar seus inimigos, Lula, Dilma e vários petistas.

Perrellinha, como é conhecido Gustavo, vai cuidar da diretoria de desenvolvimento de projetos. Não precisará trabalhar no prédio, como acontece com muitos diretores da entidade, que poderão ser protegidos contra possíveis protestos por irregularidades ou por salários mal pagos.

Resta saber se a esquerda continuará fanática pela "seleção" Amarelão após saber que um capataz de Aécio Neves dirige a federação. Se não bastasse a maioria de jogadores e ex-jogadores (incluindo o "gênio" Pelé e ao arroz-de-desta Neymar) terem apoiado o golpe de 2016 sem mudar de ideia até hoje. A esquerda dá uma grande demonstração da Síndrome de Estocolmo que sente pela golpista CBF e seus mercenários cartolas, responsáveis pelo glamour pomposo embutido no esporte de várzea.

Dá para perceber porque os coxinhas vivem usando a famosa camiseta amarela da federação em suas manifestações. A CBF é golpista (gol + pista), a "seleção" é golpista e o desejo de todos é que o Brasil vença no futebol para se ferrar no resto.

Povo infantil tem fome de gol. Já a fome por comida e qualidade de vida, bom, deixa pra lá!

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Chatos adoram chamar os não-chatos de "chatos"

É muito comum as pessoas rotularem os outros dos defeitos que elas mesmo tem. Rótulos são como bombas que ninguém quer segurar. Curioso que as pessoas sabem que os defeitos delas são defeitos, mas ao invés de eliminá-los, preferem apenas transferir os rótulos, mas mantendo os defeitos intactos e ainda gerando incômodo e danos.

Uma das situações em que isso acontece com maior frequência é quando hordas de chatos, na intenção de descontrair ou sei lá o quê, te obrigam a participar das brincadeiras que organizam. Graças a essa palhaçada chamada "espírito de equipe" que inventaram para o mercado de trabalho, obrigar os outros a se descontrair sem motivo tem se tornado rotineiros.

E olhem só quem é chamado de chato? Justamente o cara que quer ficar longe dessa chatice. Exatamente o cara que não quer chatear os outros, e também não quer ser chateado. Se você não quer participar das brincadeiras chatas de colegas ociosos que deveriam estar fazendo coisas mais importantes na hora em que resolvem chatear os outros, você é tido como chato. 

Você é pago para trabalhar, para executar tarefas para as quais você foi contratado. Então não seria obrigado a participar das brincadeiras de colegas, certo? Errado, segundo as ideologias que defendem o "espírito de equipe". Segundo essa tese, seus colegas são seus amigos e o sucesso de produtividade, coletiva que seria aceitável se limitado a atividade no trabalho, dependeria também de fatores externos ao ambiente de trabalho. Ou seja, para quem defende a tese, brincar com os colegas ajuda na sinergia do cotidiano laboral.

No Rio de Janeiro, há um exemplo onde isso e bastante comum. Cariocas inventaram essa tolice de obrigar todos os habitantes do estado a ter um time de futebol, de preferência um dos quatro mais populares. Eu não curto futebol e estou cada vez menos interessado no que acontece com cada time. 

Mas vem a horda metida a legisladora social e insiste de forma quase autoritária, mas descontraída, para que eu tenha um time. Digo que não e sou imediatamente hostilizado, como se eu quisesse acabar com a brincadeira. Eu não quero acabar com nada. Só quero que me deixem em paz e brinquem longe de mim. Principalmente quando eu, um portador de deficit de atenção, estiver concentrado no meu trabalho.

Quem gosta de futebol costuma ser bastante chato. Chato mesmo! Martelam o futebol nas cabeças dos outros, vivem obrigando os outros a ter um time, berram nos seus ouvidos, incluindo as horas de sono e o chato sou eu? Ora, seus chatos: vão saber o que significa a palavra "chato" antes de me excluir e xingar. Não é porque me recuso a participar da chatice alheia que mereço receber o rótulo de "chato da turma".

quarta-feira, 28 de março de 2018

Sem brasileiros, Fórmula 1 se torna cada vez mais impopular. E mídia aos poucos quer se livrar da modalidade

Nos últimos anos, a categoria Fórmula 1 da corrida automobilística, tem sido cada vez menos divulgada. Enquanto a mídia enfiou na cabeça de todos que futebol é coisa de brasileiro (se nasceu ou vive no Brasil, todos tem o deve "cívico" de gostar de futebol), a Fórmula 1 passou a ser uma exclusividade de quem gosta de ver carros correndo. Eu gosto de Fórmula 1 mas o desprezo midiático tem me evitado de acompanhar com regularidade.

A Fórmula 1 é considerada a mais popular categoria de corrida automobilística. Mesmo assim, sua popularidade é ínfima. Duas razões contribuem com a sua impopularidade: o desinteresse geral das pessoas pelos meios de transporte e a origem sócio-econômica dos praticantes. O futebol, por ter maioria de ex-pobres praticando atrai uma multidão de hipócritas que acha que gostar de futebol é fazer caridade com os pobres. Não faz sentido, mas ajuda na colossal popularidade do futebol.

Graças ao desprezo midiático - a Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão da F1, dá sinais de que deseja se livrar da modalidade e dedicar exclusivamente ao famigerado futebol - a modalidade tem tudo para se tornar ainda mais impopular no Brasil. Principalmente pelo fato de não ter representantes brasileiros na temporada de 2018, o que para mim soou proposital, justamente para estimular o desinteresse pela corrida automobilística.

Parece que a iniciativa tem o objetivo de fazer os brasileiros focarem o futebol, que é comprovadamente a maior zona de conforto do brasileiro, transformada em dever "cívico" e obrigação social - quem não gosta é "punido" com a solidão - para desviar os brasileiros da triste realidade imposta pelo golpe. 

Nada como uma vitória no futebol para esquecermos que não ha mais empregos nem soberania. Seu Emílio sabia muito bem disso e Temer já prepara para segurar o caneco que ficará na CBF, mas mãos dos cartolas corruptos e não nas mãos da população manifestoche que sonha com Neymar na presidência da República. Se é para botar ex-pobre na presidência, para muitos, melhor o Neymar que o sindicalista de nove dedos e língua presa.

A Fórmula 1 que se contente com a mísera quantidade de fãs brasileiros, que deverão torcer ou por equipes, ou por algum corredor estrangeiro que pareça simpático. Torcerei pelo alemão Sebastian Vettel, que tem se mostrado mais valente e criativo em suas atuações nas corridas. Pelo que pude saber, ele venceu a primeira corrida desta temporada. Bom começo.

Infelizmente, sei que é triste viver em um país que só gosta de um esporte só, recusando a sua natural vocação para a diversidade.

domingo, 18 de março de 2018

O Futebol, sem a influência de cartolas e patrocinadores, volta para as lamacentas várzeas

Todos conhecem a estória da Cinderella: uma menina pobre, conhecida como Gata Borralheira, é adotada por uma família e é explorada como uma espécie de lacaia a fazer todos os trabalhos pesados para a casa. Um dia a família é convidada para uma festa organizada pelo filho do Rei, menos a Gata Borralheira. 

Depois da família sair para a festa, Borralheira recebe a visita de uma senhora, simpática e com poderes mágicos, conhecida como Fada Madrinha, que por meio da magia transforma a pobre menina em uma princesa, recebendo o nome de Cinderella. A menina vai a festa com a recomendação de que à meia noite, o encanto se dissipará, com a bela voltando a ser a menina encardida. O resto todo mundo conhece.

O futebol não é um esporte mágico. Seu poder de atração está nas próteses embutidas ao esporte, que o transformaram em algo fascinantemente sedutor. Boa parte do magnetismo do futebol, além da imposição como dever cívico-social, se deve a todos os pomposos enxertos clocados na modalidade graças a cartolas e patrocinadores, com grande ajuda da mídia corporativa.

Todos que curtem o futebol admiram estes enxertos que transformam a modalidade em algo mágico e sedutor. Mas se observarmos bem, analisando de forma fria e objetiva, vamos perceber o futebol que nada tem de sedutor e sua popularidade se deve a tudo que é construído em torno dele. Sem os enxertos de nobreza, o futebol volta a ser a encardida e lamacenta peladinha de final de semana, como a Gata Borralheira da famosa estorinha criada pelo francês Charles Perraut e imortalizada em inúmeras versões.

O futebol tem as suas fadas-madrinhas, que são os cartolas e patrocinadores. Mas muita gente, sobretudo os esquerdistas, sonham em ver o futebol, o mais capitalista dos esportes, longe das mãos de cartolas e patrocinadores, se esquecendo que sem estes, o futebol perde magia e retorna de forma humilhante às lamacentas várzeas, até que se "case com o príncipe", no caso a mídia corporativa, que na verdade é uma extensão dos braços de cartolas e patrocinadores.

Ou seja, para que o futebol possa ter condições de se tornar atraente, favorecendo a suposta unanimidade - que é um mito: apenas cerca de 75% dos brasileiros assumem o gosto pelo futebol, e apenas 30% destes gostam de forma legítima e dedicada - imposta pela mídia e pelas regras sociais, deve ter enxertos que coloquem na modalidade a pompa que o torna nobre e lindo. Transformar feiosos moleques sujos de lama em verdadeiros príncipes magnatas, nem que tenha que se fazer complexas e demoradas cirurgias plásticas para que percam o aspecto repulsivo.

É praticamente um suicídio querer que cartolas e patrocinadores fiquem longe do futebol. Se esquerdistas odeiam cartolas e patrocinadores, deveriam se acostumar e aprender a amá-los. Não tem jeito, o mais capitalista dos esportes precisa de capitalistas para se tornar hegemônico. Tirar cartolas e patrocinadores é tirar a popularidade, tornando a modalidade um esporte feio e cafona, afastando uma gigantesca parcela do público e cancelando a sua condição de dever cívico-social que dá graça ao futebol.

Portanto, esquerdistas! Façam as pazes com cartolas e patrocinadores, mesmo que estes sejam os mais corruptos e sádicos homens do mundo. Graças a estes "trastes" capitalistas que o futebol é o que é: um esporte que consegue agradar gregos e troianos. Cartolas e patrocinadores são as fadas-madrinhas do futebol. Sem eles, o encanto acaba e vocês terão que encontrar um esporte naturalmente sedutor - como hipismo - para atrair uma imensa multidão e impor uma hegemônica euforia.

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------
PS: por causa do meu aniversário, na quarta-feira, decidi trocar a publicação deste blogue com a do Sedentário Diário, que extraordinariamente sai na próxima quarta. Na semana posterior, os blogues retomam as seus dias oficiais.

quarta-feira, 14 de março de 2018

A relação de amor e de ódio entre as esquerdas e o Neymar

As esquerdas odeiam o Neymar. As esquerdas amam o Neymar. Neymar é corrupto e direitista. Mas Neymar é o "herói" que trará dignidade para a "nação". Pois o país da criança infantil de apenas 518 aninhos quer brincadeira e para esta nação ainda na plena infância, o título no futebol é mais importante que qualquer coisa. O resto, a gente se vira.

É estranho ver esta relação que as forças progressistas tem de amor e de ódio a uma mesma pessoa. Neymar exerce este estranho fascínio dúbio. Quase todos os esquerdistas gostam - ou fingem gostar, pois futebol é dever cívico-social - de futebol. Para eles a vitória em uma copa tem a importância de uma assunto de extrema seriedade. A "seleção" é um exército, jogadores são soldados, o técnico é um general e a copa é uma guerra. A vitória na copa tem uma importância gigantesca para brasileiros.

E porque odiar quem tem a maior capacidade de dar ao povo infantil a vitória na guerra lúdica? Se Lula é definitivamente quem tem maiores condições de anular o golpe, Neymar, mesmo aecísta de carteirinha, é  que te as condições de vitórias no futebol. A saída dele, por um suposto ferimento durante um jogo anterior, foi uma incontestável causa do 7x1 sofrido na copa brasileira de 2014, que gerou muitos chiliques nas mentes dos alienados torcedores até hoje. 

Estranho seria ver esquerdistas que adoram futebol assumirem uma aversão a Neymar, se ele é o único jogador com condições técnicas de garantir uma vitória, porque odiá-lo? sabemos que o futebol é o mais capitalista dos esportes e que o vício dos esquerdistas pela modalidade se dá por exigência social, pois brasileiros que não gostam de futebol são condenados a amargar um isolamento social, principalmente durante períodos de copa futebolística.

Sinceramente, ou os esquerdistas procuram outro esporte para curtir - mudar hábitos faz parte do progressismo alegado pelas esquerdas, senão estaríamos vestidos de indígena ate hoje - ou assumem o seu amor pelo direitista Neymar e seu esporte mais do que direitista. Esporte  cujos "cartolas" exercem muito bem o papel de fadas-madrinhas, transformando um esporte de várzea em algo artificialmente mágico e sedutor 

Faz parte do conservadorismo brasileiro o culto ao futebol e recusar a admitir isso e fugir da realidade. Há esportes bem mais progressistas e criativos que o futebol. Mas o nosso apego ao futebol é uma prova de que as forças de esquerda ainda tem um profundo ranço conservador de que precisam se livrar.

quarta-feira, 7 de março de 2018

O "Brasil que dá certo"

O Brasil é um país muito jovem. Tem um pouco mais do que 500 anos de idade. Um bebê. É compreensível o fato de que, sendo uma criança, o povo brasileiro priorize o lazer em detrimento de assuntos mais importantes, adiando a luta pela qualidade de vida em prol de uma diversão supérflua criada apenas para que nos distraiamos em momentos ociosos.

Por este motivo que o futebol é priorizado na opinião pública, como uma obrigação inadiável. Este fato faz com que assuntos relativos ao futebol ganhem maior repercussão e que a derrota do 7 x 1 em um jogo claramente comprado - como a vitoriosa campanha fraudulenta do Brasil na copa de 2002 - gere até hoje um trauma na população, bem mais do que a "reforma" trabalhista que tará a escravidão de volta.

Este fanatismo pelo futebol, uma forma SUPÉRFLUA de lazer, tem feito com que a mídia corporativa , legisladora das regras sociais, estimula uma preocupada comoção diante da cirurgia sofrida recentemente pelo arroz-de-festa Neymar, para tratar de um machucadinho simples no dedo do pé. Para os fanáticos do futebol, uma catástrofe.

A preocupação em ver Neymar jogando na próxima copa e garantindo a desnecessária vitória - mais uma! - na copa de 2018 tem feito com que muitos torcedores se desesperassem com o minúsculo machucadinho no pé do jogador, este um tucano assumido tratado como "o Lula do futebol" pelos esquerdistas ingênuos que vivem fora do mundo real. 

Para grande maioria dos brasileiros, futebol é prioridade e mesmo que os golpistas arrasem com o Brasil, a vitória no futebol é uma baita compensação. mesmo para quem morre de fome morando na calçada de uma rua.

A infantilidade do brasileiro - que aos poucos se acostuma com o golpe e hesita em lutar contra as sádicas reformas anti-povo - mostra que ninguém está aí com qualidade de vida. Se nada der certo, demos um jeitinho, mesmo que tenhamos que esticar a perna para outro cair. 

A vitória no futebol é prioridade absoluta e o "maior herói do país" deve se recuperar rápido para garantir o troféu que ficará trancado nos luxuosos salões da CBF para o deleite dos dirigentes. Para a população resta como troféu a acomodada compensação de ver uma "seleção" de futebol como a maior do mundo, como a utopia máxima do "Brasil que deu certo". Mesmo quando todas as outras coisas dão errado.