terça-feira, 2 de junho de 2020

Porque as esquerdas não querem mais saber de Neymar

Para quem enxerga o futebol como dever cívico, enxerga a copa de futebol como uma guerra e cada jogo como uma batalha. Obviamente que, nestas condições, cada jogador é um soldado a lutar em nome de seu país para conseguir uma conquista que... sabe-se lá para que serve, além de fazer multidões berrarem histericamente.

Um desses "soldados", o santista Neymar Júnior, ou apenas Neymar, foi tratado como um herói durante um bom tempo. Era quase uma unanimidade nacional. Pelo menos ele era unanimidade para quem gosta de futebol. Todos adoravam ele a ponto de atpé mesmo o mais machista dos homens sonhar se casar com ele, de tão popular que o jogador era.

A popularidade dele era tanta que arrumaram até uma princesinha encantada, a atriz Bruna Marquezine, frequentemente "shipada" (casamento forjado pelos fãs de duas celebridades) com o jogador. O relacionamento se revelou uma farsa publicitária e Bruna, hoje rompida com o jogador, é mais esclarecida e mais responsável, a ponto de seguir orientação política oposta a de Neymar, este ainda fechado com o "capitão", este o "Mito", o herói dos irresponsáveis.

Mesmo que Neymar tenha virado bolsonarista, este não é um motivo para as esquerdas descartarem um ídolo. Líderes religiosos daquilo que os brasileiros conhecem como "espiritismo" são claramente bolsonaristas e ainda possuem respeito e até admiração de vários esquerdistas. Mesmo assim, Neymar já é oficialmente descartado da idolatria das esquerdas. Porquê?

Provavelmente deve ser o fato de Neymar ter se revelado, na vida real, o oposto que se espera de um "herói". As esquerdas esperavam ver o jogador casado com Bruna Marquezine, aposentado das festas e curtições, cuidando de seu filho ou fazendo outro, e na política, mesmo sendo direitista, assumisse uma postura pelo menos simpática à democracia.

Mas Neymar tem se mostrado um farrista inveterado. A imagem de um garoto que não consegue amadurecer tem preocupado seus admiradores. Até a atuação - que cá para nós, nunca foi brilhante, exceto pela falsa imagem construída pela mídia - caiu bastante, a ponto dele ter sido vaiado durante um jogo em um dos times europeus que atuou.

As esquerdas brasileiras, que caíram com gosto na armadilha do futebol como orgulho nacional, esperam ainda por um herói estereotipado, aos moldes dos melhores filmes de aventura. Porque elas precisam de um herói futebolístico. Pena que o outrora superestimado Neymar não serve mais para este papel...

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