quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Neymar, racismo e o poder de influência

Detestamos racismo. Uma pessoa não pode ser julgada por sua etnia, seja lá qual for. Mas o que acontece no futebol tem servido para que ídolos normalmente arrogantes se beneficiassem na posição de vítimas para obter ainda mais popularidade, poder de influência e dinheiro. 

Jogadores de futebol normalmente são muito arrogantes. Vencedores na vida praticamente sem esforço, fazendo o que seres normais fazem por mero lazer, os ídolos do futebol são um péssimo exemplo de como vencer na vida sem o esforço intelectual. 

Muitos, e este é o caso no superestimado Neymar, tem escolaridade baixíssima e um nível cultural dos piores. Isso não é nenhuma calúnia. Basta pesquisar o que Neymar faz fora dos gramados, seus amigos e seus gostos para ver o péssimo padrão intelectual ostentado pelo jogador mais influente do mundo, que infelizmente acabou conquistando o coração de uma famosa atriz (será que um dia vão virar um casal? Espero que não!).

Reprovamos o racismo contra os jogadores. Mas também reprovamos a utilização desses casos de racismo como promoção pessoal dos jogadores vítimas. Muitos jogadores têm se beneficiado desses casos de racismo, pois como vítimas atraem comoção alheia e por consequência, muitos benefícios e favores.

Neymar mesmo, por ser excessivamente rico, famoso, amado até por homens e altamente influente está totalmente blindado contra qualquer caso de racismo. Neymar (que é considerado negro, apesar de ter feições indígenas), o mito, é feito de chumbo. Nada o derruba. Nem mesmo as inúmeras gafes que comete fora do gramado. No caso dele, o racismo até que o beneficia, pois ele como vítima, atrai comoção, e por isso aumenta a popularidade e os lucros financeiros. Um Godzilla midiático indestrutível.

Homens riquíssimos e com poder de opinião, mesmo com intelecto baixíssimo (microcefalia?), os jogadores como Neymar não precisam de pena e muito menos de apoio extra, pois apoio é o que eles mais possuem. Sempre haverá alguém disposto a abrir os braços - e as pernas - para esses homens que unem os estereótipos de riqueza e força física, tudo que a sociedade espera dos machos.

E cá para nós, Neymar estava precisando de um pouco de humilhação. O cara está a cada dia mais arrogante. Ele é o lado prático do ditado "quem nunca comeu melado, quando come se lambuza". Virou magnata da noite para o dia. Feioso, virou o galã da moda e novo padrão de homem desejado. Mesmo ignorante, suas ideias e gostos viraram palavras de ordem. Seu poder de influência ajuda cantores medíocres a vender discos e a serem tão influentes quanto o jogador. 

Neymar, além de causar um imenso estrago na cultura brasileira (e quiçá, mundial), ainda perpetua o fanatismo futebolístico que transforma um supérfluo em artigo de primeiríssima necessidade e até dever cívico e social. Espelhadas no jogador, multidões abandonam seus esforços de intelectualização e descobrem que legal mesmo é ser burro, pois um burro acaba de vencer na vida e virar um "herói mundial".

Mas o estrago está feito. Culpa que não é exclusiva do próprio Neymar, que na verdade se aproveita das vantagens que recebe. Neymar tem todo o direito de ser o que é, desde que não seja levado a sério. Mas os principais culpados são os profissionais que deram oportunidades ao jogador, sem exigir ou estimular que ele se melhorasse como ser humano. Neymar não irá se intelectualizar (não tem vocação, requisitos e muito menos vontade para isso) e é inútil ele tentar pedir para os fãs não o levarem a sério. A raiz da erva daninha já foi plantada. 

O jeito é torcer (sim, torcer!) para que o futebol caia em popularidade (até cai, em ritmo bem lento, pois gradativamente aumente a quantidade de pessoas que assumem seu desprezo pelo futebol) para que Neymar e muitos outros como ele deixem de influenciar a sociedade com o sua deprimente mediocridade cultural. O futebol precisa retomar sua vocação de mero lazer supérfluo e deixar de ser um compromisso pseudo-cívico.

Antes que digam que esta postagem, se não é racista, é anti-analfabetos, esclareço que o objetivo não é fazer com que os jogadores se ferrem. Queremos apenas que eles deixem de ser influentes. Já vivemos num mundo cheio de lideranças burras (e não falo dos petistas, que podem não ter diploma, mas têm sabedoria, mesmo mal utilizada) a colaborar pela mediocrização de todas as coisas. 

Pois todos os setores da sociedade demonstram traços visíveis de mediocrização. E dar poder aos jogadores de influenciar as pessoas, mesmo posando de vítimas, só piora ainda mais as coisas, tornando a mediocrização intelectual um mal irreversível.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Aproveitem o sossego. É por pouco tempo!

Quem gosta de futebol não gosta de tranquilidade. Futebol é esporte de gritaria, de socos no ar de bufos, grunhidos e muitos berros. berros não de felicidade, mas de brutalidade mesmo. Como alces no cio. E coincidência ou não, quem gosta de futebol gosta de gandaia, de festas cada vez mais barulhentas, de muita farra e confusão. Campos vazios com sons de passarinhos não são a meta para quem curte futebol.

E chega dezembro e os principais campeonatos se encerram. Jogadores tiram férias e torcedores viajam, certamente para aprontar das suas bem longe de suas casas. É  momento perfeito para quem não curte futebol respirar um pouco e tirar umas boas sonecas. Até porque as noites de quarta desregularam todo o relógio biológico de quem gostaria de dormir mais cedo.

Aproveitem bem o sossego. Ele não passará de um mês. Depois os jogos voltam e os alces retomam o seu festival de grunhidos. Em tempos de burrice e desrespeito humano, para os torcedores não existe quem esteja torcendo pelo sossego. A tranquilidade faz parte de um jogo onde ela sempre perde. Os brutos sempre estão com a força e não cansam de nos mostrar isso. nem que seja através de grunhidos brutais de alces no cio.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

O preconceito contra quem não curte futebol

Quando você digita as palavras "preconceito" + "futebol" praticamente só se encontra textos protestando contra os casos de racismo contra os jogadores. Mas esquecem todos que o futebol está envolvido em outra forma de preconceito, tão cruel quando o racismo direcionado aos jogadores: o preconceito contra quem não curte futebol.

Ninguém assume, mas o futebol é uma obrigação cívico/social em nosso país. No Rio de Janeiro é praticamente uma regra de etiqueta. É ofensivo para um carioca tomar conhecimento que alguém não curte futebol. Para quem trata o futebol como obrigação, o ideal é que o mesmo fosse uma unanimidade para justificar a tola ideia de que "está no sangue". Ou seja, faz parte do organismo humano (???!!!) gostar de futebol.

Uma pessoa que assume publicamente que não curte futebol causa uma certa revolta aos torcedores que enxergam no recusante uma pessoa no mínimo antipática, que pode ser virar contra os torcedores, estes que apesar de todo o apoio que possuem de sociedade, mídia e autoridades, acreditam na possibilidade de perda do direito ao seu hobby, por culpa da "ovelha negra" revelada (e rebelada).

Crueldade. Os torcedores deveriam saber que quem não curte futebol só deseja manter distância dessa modalidade esportiva e de tudo que esteja relacionado com ela (incluindo os estrondosos berros de torcedores). Uma pessoa que não curte futebol nunca vai querer perder seu precioso tempo em estragar o prazer alheio, como fazem os hooligans, que amam exageradamente o futebol, mas demonstram sua paixão de forma bastante agressiva.

Temos que acabar com o preconceito contra que não curte futebol, respeitar o seu direito de viver em sociedade e nunca sabotar qualquer coisa para que os não-torcedores se ferrem na vida. O Brasil é o país da diversidade e ficar refém de uma única forma de lazer é um retrocesso. Há muito o que fazer para que os não-torcedores tenham a sua dignidade e os seus direitos respeitados.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Futebol foi criado para ser APENAS uma forma de diversão

Os torcedores vivem reagindo mal às críticas que recebem pelo seu fanatismo acusando os que não curtem de querer eliminar o futebol da face da Terra. Longe disso! O futebol nada tem de errado por si só. O erro está no complexo mundo encantado construído em torno dele, o que faz do futebol ser algo infinitamente melhor do que realmente é.

O problema do futebol é que ele, no Brasil, não é visto como uma distração. É visto como um dever. São Paulo e Rio chegam a dividir a sociedade baseando nos times mais bem sucedidos de seus estados. Pessoas chegam a adiar compromissos sérios por causa de futebol. Brigas e mais brigas acontecem porque torcedores defendem seus times como se fossem a própria vida. Além do péssimo costume de colocar futebol em assuntos alheios a esta modalidade esportiva.

Vendo isso até parece que não estamos falando de uma forma de lazer e sim de um compromisso cívico imposto pelo Governo Federal. Não! É justamente do futebol que estamos falando. Os brasileiros foram "educados" a tratar o futebol como símbolo cívico e como elemento de confraternização social. Gostar de futebol, para muitos é "saber conviver com brasileiros e respeitar a humanidade". Só meio pomposo e inútil, mas é o que acontece. Mas foi para isso que o futebol foi criado? Certamente que não.

Desde que João Havelange entrou para a cúpula da FIFA, na década de 50, um imenso trabalho publicitário tem feito para transformar o futebol em uma mania. Isso foi se consagrando com o tempo e passado por muita gerações até hoje. 

A época em que o futebol era apenas uma forma de lazer, de tão remota, acabou sendo esquecida. É meio difícil imaginar hoje dois brasileiros no seguinte diálogo:
- Hoje estou de folga e nada tenho para fazer. Que tal irmos ao estádio assistir a um joguinho.
- Boa, vamos lá!

Um diálogo omo esse, que se assemelha a uma pessoa convidando outra para ir ao cinema... Ah, como seria sadio. Mas não! Quando as pessoas decidem assistir a jogos de futebol, seja em estádios ou diante de aparelhos de TV, é como se fosse para ir votar nas eleições ou tirar a certeira de identidade. Um compromisso, uma obrigação inadiável.

Mas toda essa superestimação do futebol é postiça, estimulada e consagrada pela mídia, cujos donos e patrocinadores ganham muito dinheiro com o fanatismo futebolístico e por isso nunca desistem de estimulá-lo. A meta de qualquer meio de comunicação é hipnotizar a sociedade para que ela considere o futebol uma prioridade e favoreça a geração desta farta renda aos barões da mídia.

Está muito longe o dia em que o futebol retomará a sua vocação natural de mero lazer. Até agora continua sendo um dever cívico-social. Mas muitos danos serão causados pela tentativa de desviar o futebol de sua vocação original. Os brasileiros que esperam que o futebol nos traga orgulho e dignidade podem continuar esperando. Até nunca. Futebol nunca foi feito para trazer orgulho ou dignidade.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Chloe Moretz seria futebosteira se fosse brasileira

Todo mundo gosta do que quiser, mas celebridades são altamente influentes para a sociedade, chegando a influenciar, mesmo involuntariamente no gosto de seus seguidores. É comum vermos celebridades sendo utilizadas pela publicidade para moldar os gostos das pessoas. Todos sabem que é legal gostar daquilo que as celebridades gostam. 

E no caso do futebol, são pouquíssimas as celebridades que assumem não gostar de futebol. Muitas são até pagas para participar de torcidas e citar o gosto pelo futebol em entrevistas, como forma de proselitismo futebolístico. A grande quantidade de celebridades torcedoras reforça ainda mais o fanatismo do brasileiro ao seu hobby mais amado.

Os EUA são um dos países que não cultuam o futebol. Sua seleção de futebol é tão amada pelos seus compatriotas quanto a seleção brasileira de beisebol é amada pelos brasileiros. Ou seja: desprezo total. Americanos querem beisebol, basquete e aquele troço que eles chamam de "futebol americano", mas que e jogado com as mãos e mais ainda com os ombros.

Algumas celebridades americanas mostram um certo interesse pelos seus esportes favoritos. Umas são ate fanáticas. Mas uma delas deu sinais claros de que se interessaria pelo futebol brasileiro se tivesse oportunidade: a atriz Chloe Grace Moretz.

Moretz chegou a ser associada ao filho de um jogador de futebol inglês, David Beckham, Brooklin, como se fosse a sua namorada. Fontes seguras garantem que o namoro não aconteceu, apesar da atriz ter levado o "suposto-modelo-cujo-pai-jogador-gostaria-que-fosse-seu-herdeiro-no-futebol" para desfilar junto a ela durante tudo quanto é evento na época em que os boatos eram fortes.

Mas isso só alimentou o possível interesse de Moretz, amante dos esportes, pelo futebol brasileiro. Ela chegou a declarar em uma entrevista que o - feioso - Neymar, o homem mais amado pelos brasileiros, era uma "gracinha" (eca!). Como muitas admiradoras do jogador, Moretz só pode estar sonhando... Deve ser por isso que ela passou a usar óculos...

Mas tudo indica que não contaríamos com o apoio da bela atriz para a nossa causa de acabar como fanatismo futebolístico. Moretz, como a maioria da celebridades brasileiras, estaria devida mente ocupada com o dever cívico-social de transformar um supérfluo em maior motivo de rgulho para os brasileiros. Teríamos que achar outra celebridade para aderir a nossa causa.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Não odiamos o futebol. Odiamos o monopólio

O Brasil é um país grande. Uma imensa diversidade de etnias habita seu vasto território de grandes variações geográficas. Nossa cultura também é variada. O que se come no norte não se come no sul e vice-versa. Nossa vocação é para a diversidade. E reivindicamos respeito a essa diversidade. Então, porque diacho que no gosto pelo esporte temos que ficar reféns de UMA ÚNICA modalidade esportiva: o futebol?

É onde situa a nossa maior contradição. Queremos ser diversificados em tese, mas queremos ter os mesmos gostos na prática. E o futebol nos dá essa falsa homogeneidade que nos faz  pensar sermos "tipicamente brasileiros".

Os que preferem passar longe do futebol não odeiam o futebol. Não há nada de errado com  futebol. O que há de errado está no que os brasileiros fazem com o futebol: um lazer de fato supérfluo e bobo levado extremamente a sério e usado como razão postiça de auto-afirmação do povo brasileiro. E é essa hiper-valorização que é o verdadeiro objeto de nossas críticas.

Hiper-valorizar o futebol é criar preconceitos, é adiar assuntos urgentes, é ser modista, é ser autoritário, é aceitar as coisas como estão e o mais revoltante: é recusar a nossa vocação pela diversidade. Sendo mais clero: é recusar a própria diversidade, achando que todos devemos gostar de uma coisa só. UMA COISA SÓ!

Esse monopólio que coloca o futebol como obrigação nacional cria uma monotonia que só faz entendiar ainda mais os que não curtem o futebol. É triste durante às épocas de copa para os que querem fugir do futebol. Sem amigos, sem diversão fácil, o não-torcedor tem que se virar para ocupar a mente durante o silêncio rompido pelos berros enlouquecidos de torcedores entorpecidos pelo ópio pseudo-cívico.

Sonho com o dia em que o futebol fosse tratado como um lazer comum. Quando uma pessoa diz para outra: "Estou com tempo livre. vamos lá assistir a um joguinho?", como quem diz "Vamos ao cinema?" Mas isso não acontece. Crentes de cumprir um dever cívico, as pessoas decidem assistir aos jogos como se fossem a um cartório para tirar a carteira e identidade. Triste.

Para deixar claro, nada temos contra o futebol. temos contra o monopólio, contra a monotonia e contra toda forma de padronização. Brasil é o país da diversidade e gostaria que essa diversidade fosse ampliada ao gosto pelo esporte. Há tantos esportes! porque devemos ficar nos atrelando a um só, que nem mesmo é o mais divertido?

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Falta seriedade nas críticas contra a hegemonia futebolística

Um pais que deveria se destacar pela diversidade adere a um monopólio quando o assunto é lazer esportivo. Brasileiros priorizam o futebol, arraigado como forma de auto-afirmação do brasileiro. A coisa chega a tal ponto que o gosto pelo futebol chega a ser regra de etiqueta. No Rio de Janeiro, por exemplo, é uma ofensa assumir publicamente o desprezo pelo futebol.

Em tese, ninguém é obrigado a gostar de futebol. Mas na prática todos são realmente obrigados. Assumir o desgosto pela modalidade esportiva incomoda os outros e gera intolerância. Uma reação similar a que os cristãos tem ao conhecer um ateu. Os não-torcedores menos corajosos invetam que gostam e até escolhem um dos times para fingir a torcida. Mas seria melhor que isso não fosse necessário e que o desprezo pelo futebol fosse respeitado como um direito.

Mas do lado dos que não curtem futebol, fica faltando uma postura mais responsável na reivindicação do direito de não gostar de futebol. Aqueles que assumem não gostar de futebol agem como se estivessem tentando aceitar uma derrota e se isolando como medida para tentar fugir de uma gigantesca injustiça social que exclui aqueles que não querem participar da "grande brincadeira".

Falta seriedade nos fóruns anti-futebol. Blogues que criticam o fanatismo ou foram extintos, ou estão inativos ou não falam mais no assunto. Nos fóruns, ao invés de textos inteligentes e críticas consistentes, há um desfile de xingações, de postagens que se limitam a redundância de ficar reafirmando sua aversão ao futebol e comentário rasos que não conseguiriam convencer os que acreditam no futebol como item indispensável à vida do povo brasileiro. E por isso tudo continua como está, com torcedores e não-torcedores não se levando a sério mutuamente e trocando ofensas e acusações.

O futebol é uma forma de lazer. E como tal é um item supérfluo. Mas tradicionalmente sua hiper-valorização o transformou em uma desculpa para tentar elevar a auto-estima dos brasileiros, acostumados com desgraças e derrotas em setores mais essenciais do cotidiano. É salutar para mutos ingênuos acreditar que pelo menos no futebol somos os melhores*, mesmo isso sendo uma farsa.

Lutar contra a correnteza dos que curtem o futebol (incluindo aqueles que fingem curtir por motivos sociais, como fazem a maioria das mulheres) é complicado. Penso que deveríamos levar a sério os fóruns que criticam  fanatismo do futebol e exigir da opinião pública (regulada pela mídia) um respeito a quem não curte e a consagração da diversidade de gostos pelo esporte. 

Futebol não é a única modalidade e creio que monopólios e hegemonias não combinam com a cultura brasileira, que nasceu para a diversidade. Não gostar de futebol é um direito e dane-se se o futebol e o nosso maior fonte de confraternização. Uma pessoa nunca deve ser valorizada pelos seus gostos e sim pela maneira de como enxerga a vida. Um bandido que gosta de futebol não pode ser melhor tratado do que um cidadão honesto que detesta futebol.

Agora quanto aos que detestam futebol, mas não sabem o que fazer nos fóruns: vamos elevar o nível dos nossos debates. Vamos mostrar a esses monopolistas que somos inteligentes e altruístas. Que ninguém aqui é terrorista em luta pelo fim do futebol. Queremos que o futebol exista, só não queremos que ele se monopolize e se torne uma obrigação. Tudo que queremos mesmo e passar bem longe do futebol. Não nos comparem aos hooligans, que adoram futebol, mas gostam de associá-lo a violência (talvez pelo excesso de testosterona, creio).

E gente, vamos melhorar nossa participação nos fóruns, criar e manter novos blogues. Continuarmos agindo sem levar a sério nossa aversão ao futebol é assumir a derrota diante da imensa massa que nos obriga a gostar daquilo que para nós não oferece o menor prazer. 

Se nos achamos mais inteligentes que os amantes do esporte praticado por trogloditas analfabetos, vamos provar que nós somos realmente inteligentes. Em caso contrário, alguém com poder de influência¹ vai conseguir convencer a maioria de que futebol e monopólio, e obrigação e quem não gosta que saia do Brasil.

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*OBS: A ideia de que somos os "melhores no futebol mundial" é um mito falso plantado pela mídia. Não somos os melhores e nunca fomos. Só sabemos aproveitar as oportunidades. Fatos comprovam que o "jeitinho brasileiro" também aparece no futebol. Ou seja, também somos desonestos quando jogamos futebol. Curiosamente as melhores fases do Brasil no futebol coincidem com o bom êxito de cartolas corruptos. Mas isso fica aqui entre nós.

¹OBS: Bom lembrar que para a mídia, incluindo a opinião de pessoas famosas com alto poder de influência, o futebol é uma unanimidade, "brasileiro" é sinônimos de "torcedor de futebol" e quem não curte futebol não existe ou "não sabe viver em sociedade", "ofendendo a maioria das pessoas". Acreditem, pensamentos como esses estão arraigados em nossa cultura, sendo difíceis de serem desmentidos.

Vini Jr, Racismo e a hipocrisia da Classe Média brasileira

O assunto desta segunda feira com certeza foi o inaceitável caso de racismo sofrido pelo jogador Vinicius Júnior, o Vini, durante um jogo de...