sexta-feira, 4 de julho de 2014

Defensores sempre arrumam um jeito de inventar que o futebol é necessário aos brasileiros

Os brasileiros cometem uma gigantesca gafe que só é sentida pelos estrangeiros e por quem não curte futebol: a de tratar, com excessiva adesão, uma forma supérflua de lazer como artigo de primeiríssima necessidade. Como é cometida por milhões de pessoas, ninguém desses milhões irá rir da cara de quem comete o mesmo erro, anulando a gafe.

Mesmo sabendo que é uma gafe, mas sem assumir (já que é cometida por quase todo mundo, uma gafe auto-perdoada), defensores do fanatismo futebolístico sempre arrumam um jeito de se desculpar inventando motivos nobres para a existência do fanatismo.

E dá-lhe teses pseudo-científicas, associação com altos valores (patriotismo?), transformação em dever social, e mitos argumentos que tentam embutir - como se coloca uma prótese - algum tipo de necessidade ao fanatismo avassalador do futebol.

E crentes de que o futebol virou uma "necessidade", Torcedores ficam furiosos quando são criticados pelos seus excessos futebolísticos porque para eles, o futebol virou direito básico. Como se os brasileiros morressem se o futebol acabasse.

Estou cansado de entrar na internet e ver teses e mais teses tentando provar que o futebol é necessário (e não é!). Só mesmo em uma sociedade que usa pouco o raciocínio, acostumada a acreditar e muitos absurdos sem sentido que isso é possível. 

Estamos muito longe de ver os brasileiros como integrantes de um povo sério. Enquanto a babaquice reinar, tudo de ruim irá continuar.

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